Cresce a procura por alimentos orgânicos no Brasil

Pandemia acelerou ainda mais esse processo e novas marcas vêm se destacando no mercado

O mercado global de alimentos orgânicos deve crescer 11,5% até 2024, chegando a movimentar mais de US$ 211 bilhões, conforme projeções da empresa de pesquisas BCC Research. No Brasil, há pelo menos uma década, o setor de orgânicos vem se desenvolvendo de forma mais consistente e ganhando novos consumidores e marcas.

Segundo o diretor da Organis (Associação de Promoção dos Orgânicos) Cobi Cruz, o advento da pandemia fez esse processo ficar ainda mais acelerado. “Com a consciência de que os alimentos são fundamentais no gerenciamento da saúde, cada vez mais o consumidor tem buscado produtos puros, frescos, naturais e orgânicos”, diz Cruz. Ele acredita que as novas atitudes desse consumidor são um caminho sem volta. “Quem consome orgânicos valoriza não apenas a qualidade, mas a sua origem. É alguém que escolhe um estilo de vida mais saudável, equilibrado e responsável”, completa.

Acompanhando essa tendência mundial, novas marcas surgem no mercado com a aposta em alimentos saudáveis. É o caso da Papapá, que chegou ao varejo em fevereiro de 2021, focada em produzir alimentos naturais e orgânicos para bebês. O primeiro produto da marca já está disponível nos principais mercados e farmácias do Brasil. São papinhas de frutas e verduras 100% naturais, sem conservantes, sem adição de açúcar e sem ingredientes pré-processados, com registro da ANVISA e com Certificado Orgânico do Brasil. “São papinhas que podem ser ofertadas aos bebês desde a introdução alimentar”, conta o fundador da Papapá, Leonardo Afonso.

O diretor da Organis Brasil explica que o selo “orgânico” é uma das poucas rotulagens que, de fato, é regulamentada na legislação brasileira. “Existe uma série de requisitos técnicos, que são estritamente auditados, que devem ser seguidos para um alimento ser considerado orgânico”, diz Cruz. 

Mercado de alimentos saudáveis para bebês

Atualmente, o Brasil ocupa o 4º lugar no mundo no mercado de alimentos para bebês. “É um mercado consolidado, porém desatualizado, principalmente pelo fato de as marcas existentes ofertarem produtos com excesso de açúcar e pouco saudáveis”, comenta o fundador da Papapá.

De acordo com um estudo recente do Departamento Americano de Agricultura, com mais de dez mil frutas e vegetais cultivados convencionalmente, foram encontrados resíduos de pesticidas em mais de 75% dos casos, e isso depois de lavar e descascar os alimentos. “É amplamente conhecido que bebês e crianças são mais suscetíveis a produtos químicos e tóxicos, por isso damos preferência ao uso de orgânicos nos nossos produtos”, diz Leonardo, que já prevê expandir a linha da Papapá com o lançamento de biscoitinhos naturais para a fase da dentição dos bebês e papinhas salgadas com ingredientes naturais e orgânicos.

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