5 partes da jornada entre o presente e futuro, segundo especialista da Singularity University

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Nancy Giordano, uma das principais futuristas do mundo, mostra como é importante andar junto com o futuro ao invés de replicá-lo

“O mundo mudará mais nos próximos 20 anos, do que nos últimos 300”. Esta é a visão ansiosa e direta sobre o futuro de Nancy Giordano, uma das principais futuristas do mundo e membro da Singularity University.

Para ela, isso é visível. Imagine se te contassem que, em 2006, uma empresa ficaria bilionária com delivery? E se te dissessem há 14 anos que outra empresa chegaria a essa marca com a capacidade de tirar uma selfie? Bom, um ano após, já tínhamos o iPhone e agora, um mundo de gadgets e celulares muito mais potentes e capazes do que imaginávamos em nossos sonhos. 

Vivemos uma era de mudanças que não esperam para acontecer. E é nesse conceito que a futurista discorre sobre o case arquitetônico da Amazon.

O prédio em formato de esferas da companhia, em Seattle, deixou todos se perguntando a razão de nenhuma empresa ter pensado nisso antes. O uso inteligente do espaço mudou a maneira como vemos os locais de trabalho e como vivemos.

Uma prova disso é a ICON, empresa americana que imprime casas gigantes em impressoras 3D. Na China, já existem prédios residenciais feitos desta forma. 

“Você não pode confiar em seu julgamento se sua imaginação está fora de foco”

Mark Twain, escritor e humorista norte-americano crítico do racismo

 

Como navegamos pelo futuro?

Imagine a chegada em um aeroporto: você espera seu voo, toma um café e lê um livro, tudo como sempre fez. Ao olhar para o lado, encontra uma mulher em prantos sem saber o que fazer com seu filho que chora e grita no chão após um dia estressante.

Em alguns segundos, sem muita comoção, seis mulheres fazem um circulo em volta da mãe, cantam, tiram um brinquedo da bolsa e propõem atividades que, no fim, deixam ambos calmos e aliviados. A partir disso, todas se afastam sem pedir nenhum crédito, nem algum tipo de “promoção”. Um trabalho em equipe, em que houve a identificação de um problema e sua resolução.

É assim que a futurista da Singularity University imagina os próximos anos: um futuro empático e focado no ser humano. 

Hoje não vivemos sem um aplicativo de mapas. Ele nos leva a todo canto e nos põe no centro do caminho. É preciso não subestimar as mudanças e ao mesmo tempo entender que estamos todos nessa jornada.

É com base no coletivo e na crescente preocupação das novas gerações que Nancy destaca cinco partes importantes da jornada para o “espaço límbico” (maneira a qual descreve a distância entre presente e futuro), durante a Convenção ABF de Franchising:

1. Ascenção do Design Thinking

O modelo é ideal para desenvolver pensamentos e ideias coletivas, prototipar e criar de maneira rápida e barata, compatível com o futuro do agora. Qualquer setor pode usar o Design Thinking, uma maneira ideal para ter feedback e entender mudanças.

2. Curiosidade

O futuro que sempre muda precisa de pessoas que estejam aprendendo constantemente. Por isso, manter a curiosidade viva é extremamente importante.

Quando você incentiva a curiosidade, há um comprometimento com o que vai mudar, segundo Nancy. As companhias têm medo da curiosidade das pessoas e isso não é incentivado, o que prejudica o processo de mudança. Precisamos estar confortáveis com a tecnologia e com os “big shifts”.

Seja mais curioso e procure o novo. Reaprender nossas funções atuais será um mantra constante a partir de agora, de acordo com a futurista.

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Foto Sharon McCutche (Pexels)

3. Diversidade

O mundo da inteligência artificial precisa de times diversos para uma construção perfeita de tecnologias que entendam as necessidades de todos. Vários casos de times homogêneos demais geraram assistentes virtuais que não sabem lidar com pessoas diferentes. A diversidade já se provou como elemento essencial para uma IA que responde melhor, segundo Nancy. 

4. Simplicidade x humanidade

Começar uma conversa com uma história embaraçosa cria um ponto de vulnerabilidade que aumenta a conexão entre os times. Estudos provam que equipes com essa política possuem melhores ideias do que outras sem qualquer tipo de fraqueza exposta. É importante saber se conectar como humano e entender que precisamos ser navegantes e não replicadores, de acordo com a especialista. As pessoas querem que as coisas sejam feitas de maneira mais responsável.

Ao mesmo tempo, a empatia é um ingrediente necessário no desenvolvimento de novas tecnologias: é preciso preocupar-se com o outro e enxergar necessidades que não são só nossas. 

5. Ações conectadas

A obesidade cresce de forma preocupante no mundo. Precisamos nos preocupar com um mundo que tenha uma alimentação mais consciente, pois isso afeta o preço do sistema de saúde e até a indústria de transportes, segundo a futurista. Como passar para o outro lado do espaço-tempo com um corpo que vive de maneira inteligente?

O meio ambiente também é extremamente importante. A juventude espera isso de nós.

O plástico, por exemplo, é uma extrema preocupação. Teremos mais plástico do que peixes nos oceanos em 2050, de acordo com Nancy. Como desenvolver produtos e soluções que, ao invés de matar o que temos, sejam mais funcionais e reutilizáveis?

“É preciso ter a mente aberta, fluída, horizontal, inclusiva, altruísta e cheia de compaixão. Dessa forma podemos construir tudo o que desejamos”, diz Nancy.

“O futuro pode ser agora, somos nós que o fazemos como queremos. Por que esperar por alguém para fazer isso?”

Nancy Giordano, futuristas membro da Singularity University

 

Fonte: Whow

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