[ECR] EFFICIENT CONSUMER RESPONSE – RESPOSTA EFICIENTE AO CONSUMIDOR

 

O ECR é considerado uma inovação dentro da cadeia de suprimento. Com o objetivo de aumentar a eficiência e reduzir o ruído (de comunicação e de trabalho) entre fabricantes, distribuidores e varejistas, o Efficient Consumer Response está ganhando mais adeptos no Brasil.

Quer aprender o que é Efficient Consumer Response (ECR) e como essa filosofia está fazendo a diferença no mercado mundial e no brasileiro? Então continue lendo!

O QUE É EFFICIENT CONSUMER RESPONSE (ECR)?

Efficient Consumer Response (ECR), ou em português Resposta Eficiente ao Consumidor, é uma estratégia onde fornecedores, distribuidores e varejistas trabalham juntos para que o consumidor final seja melhor atendido.

Esse movimento é totalmente voluntário e se caracteriza principalmente pela mudança de processos e melhoria contínua dentro da cadeia de suprimento.

Além da padronização, automação e redução de custos, o Efficient Consumer Response proporciona redução de estoques e liberação de espaços para estocagem. Isso possibilita melhores preços para o shopper.

A ORIGEM DO ECR

A década de 90 foi marcada por uma transformação do cliente, que passou a ser mais exigente ao que compra. Essa mudança passa pela procura por produtos, preços e estabelecimentos alternativos, além da valorização do serviço prestado com qualidade. Assim, para melhor atender esse novo tipo de cliente surgiu o ECR.

Efficient Consumer Response foi desenvolvido nos EUA em 1992 e rapidamente chegou na Ásia, Europa e América Latina.

DESAFIOS PARA O ECR

Antes do desenvolvimento da Resposta Eficiente ao Consumidor havia muitos problemas de comunicação entre fabricantes, distribuidores e os varejistas. Isso prejudicava a cadeia de suprimento dos estabelecimentos, gerando produtos, preços e serviço sem nenhuma preocupação com o cliente final.

Empresas de todos os portes podem adotar o ECR, mas alguns fatores podem dificultar sua implementação:

  • Inflexibilidade para mudanças de processo
  • Processos centralizados
  • Falta de controle de estoque e fiscal
  • Profissionais sem qualificação

AFINAL, QUAIS AS VANTAGENS DO ECR?

Vale reforçar que o Efficient Consumer Response não é exclusivo de supermercados, conseguindo impactar positivamente os processos de outros tipos de negócios.

A implementação do ECR transforma as rotinas internas e externas das empresas. Mas este esforço vale a pena! Uma das principais vantagens de implementar a Resposta Eficiente ao Consumidor é:

  • Redução de custos operacionais,
  • Maior colaboração entre os membros da cadeia
  • Reduzir retrabalhos (internos e externos, quando uma tarefa similar é executada mais de uma vez por parceiros dentro da cadeia)
  • Otimização de processos
  • Melhoria no controle e mitigação de ruptura de estoque.
  • E mais!

RESULTADOS COMPROVADOS

Segundo a ECR Brasil, com a adoção do Efficient Consumer Response, supermercados do mundo todo conseguem ter uma redução média de 6% a 10% dos custos dentro do volume total de negócios na cadeia de suprimento, isso apenas com a eliminação de processos ineficientes.

Toda essa eficiência só é possível graças a uma melhor gestão aplicada pelo ECR dentro da cadeia de suprimento. Assim, os resultados são repassados para o shopper na forma de melhores preços, qualidade dos produtos e atendimento exemplar.

No Brasil, esse modelo de gerenciamento de supermercados proporcionou ótimos dados para os empresários. Ainda segundo a ECR Brasil:

  • Estoques reduzidos de 25 dias para apenas 15 dias;
  • Redução da 15% para 4% na falta de produtos dentro dos estoques;
  • Redução de 69% no tempo de carregamento das entregas entre indústria e varejo. Isso, apenas com a aplicação da entrega agendada e de programas de entrega noturna.

A IMPLEMENTAÇÃO DO ECR NA CADEIA DE SUPRIMENTO

Já falamos sobre a importância e as dificuldades de se iniciar o Efficient Consumer Response. Agora, vamos nos aprofundar em como, de fato, colocamos o ECR para funcionar.

As professoras Flávia Angeli Ghisi e Andrea Lago da Silva se apoiam na publicação “Visão geral da ECR Brasil”, para sintetizar no artigo “O surgimento e a difusão do Efficient Consumer Response (ECR) na cadeia de suprimentos” a implementação da ECR em três estágios:

  • Otimização dos processos internos;
  • Otimização das transações externas com parceiros;
  • Integração total da cadeia do ECR.

OTIMIZAÇÃO DOS PROCESSOS INTERNOS

Em primeiro lugar, para implementar o ECR é preciso melhorar os processos internos. Por isso, empresas sem processos ou que não os possuem mapeados já começam sentindo grande dificuldade. Este estágio é dividido em nove princípios:

Transparência – É preciso conscientizar os colaboradores sobre a importância do ECR para os objetivos do negócio.

Foco no shopper/consumidor – A cúpula estratégica deve elaborar diretrizes que coloquem o consumidor final e o shopper no centro de todas as decisões, uma verdadeira Shoppercracia.

Trabalho em equipe – É preciso reforçar a importância do trabalho em equipe que atenda uma estrutura organizacional voltada a processos.

Rastrear custos operacionais – Conhecer os custos fixos e variáveis, suas origens e níveis de prioridade, é fundamental para o ECR.

Eficiência e flexibilidade operacional – Possuir uma operação eficiente e flexível é outro ponto para eliminação de custos e ganho de produtividade.

Sistemas de informação – As empresas precisam compreender seu estágio tecnológico, identificando sistemas a serem alterados ou substituídos; Muitas vezes é nesta etapa que surge a necessidade de se avaliar (ou mesmo contratar) um sistema ERP para supermercados.

Reavaliação de processos administrativos e de controle – Como já dissemos, o ECR parte de uma reformulação dos processos internos. Nesta etapa é preciso fazer uma avaliação séria com o objetivo de encerrar os que não agregam valor ao produto/serviço.

Reavaliação dos indicadores de desempenho – Assim como os processos internos são reavaliados, os indicadores de desempenho também precisam passar por revisão. Isso permite que gestores acompanhem a performance da operação e reforça para a equipe o impacto que o ECR trouxe.

Melhoria contínua – Este princípio é fundamental para a evolução dos processos e resultados, além de garantir a flexibilidade da operação.

OTIMIZAÇÃO DAS TRANSAÇÕES EXTERNAS COM PARCEIROS

Em segundo lugar, deve-se rever e otimizar o relacionamento com parceiros comerciais. Esta etapa é dividida em sete princípios e visa agregar valor e eliminar retrabalho ao longo da cadeia de suprimentos.

Identificar parceiros adequados para iniciar o trabalho conjunto – Alguns dos critérios que devem ser observados: porte da empresa, infraestrutura tecnológica, aderência ao modelo de negócio, facilidade de comunicação e vários outros.

Definição dos times multifuncionais envolvidos (internos e entre empresas) e análise das transições entre os parceiros.

Canais de comunicação entre os agentes da cadeia – A falta de comunicação entre as partes da cadeia de suprimento pode pôr tudo a perder. Por isso, definir quais canais serão adotados é fundamental para a implementação do ECR.

Simplificação do fluxo de trabalho – Começar a implementação do ECR mapeando os seus processos internos é importante também para esta etapa. Neste momento, é preciso ter todo o fluxo de informações, documentos e produtos mapeados para enxergar oportunidades operacionais.

Análise de processos – Levar em conta o custo-benefício entre padronizar e customizar.

Infraestrutura tecnológica como base da operação – Adoção de tecnologia é importante para a eficácia dos processos internos e na relação com parceiros também.

Desenvolvimento de boa relação entre as partes – A implementação do ECR pode não sair do papel caso os parceiros não confiem um no outro.

INTEGRAÇÃO TOTAL DA CADEIA DO ECR

Por fim, neste estágio os princípios do ECR estão em operação, mas é preciso reforçar a confiança entre as partes. É dividido em seis princípios:

Estruturação dos indicadores de desempenho e incentivos para a cadeia de suprimentos – Com o gerenciamento de indicadores é possível avaliar a performance de todo o canal de distribuição e identificar gargalos.

Reavaliação de funções e responsabilidades dentro da cadeia.

Gestão dos investimentos através da cadeia – As vantagens são genéricas e todos devem contribuir para o processo.

Estabelecer estratégias e resultados em comum – Com as responsabilidades de cada agente da cadeia definidas é preciso definir e monitorar o desempenho individual, pois este afeta diretamente o resultado final.

Compartilhamento de informações – Uma das bases do ECR, as informações compartilhadas devem ser produtivas e relevantes para o trabalho em equipe.

Confiança – Só quando os parceiros confiarem, uns nos outros e que o trabalho em conjunto será benéfico para todos, o modelo ECR estará de fato implementado.

 

Em suma, percebe como o Efficient Consumer Response, ou ECR, tem muito a contribuir para a modernização e assertividade do varejo no país?

 

Fonte: BLuesoft

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