Customizar e ‘clique e retira’ são tendências no varejo

Acaba de ser realizado em Nova York o evento anual da National Retail Federation, maior evento mundial de varejo. É parada obrigatória de todos os que desejam entender melhor as tendências e o que está acontecendo no mundo lojista, no corpo-a-corpo com o cliente, tanto nas ruas como no mundo online. É normal encontrar nos corredores e salas de conferencias grandes nomes do empresariado brasileiro, sentados ao teu lado, ouvindo e aprendendo. Graças ao Sebrae, ao CDL e a FACESP (entre outros), que organizam grupos de viagens, compartilhando custos e visitas guiadas em empresas na cidade, muitos pequenos empreendedores também conseguem participar e, o mais importante, aprender a aplicar o aprendizado no Brasil.

Gustavo Carrer, do SEBRAE-SP, é um destes organizadores que dá suporte e informação aos pequenos empreendedores, e elencou o que de mais importante e valioso aconteceu por lá neste ano:

1. Customização de produtos. O varejo está, cada vez, mais adotando praticas artesanais. Mesmo as grandes empresas estão abrindo espaços para a personalização de produtos em pequena escala. O produto pode ser finalizado dentro da loja. Cita o exemplo da Nike, que personaliza o tênis na hora da compra, seja com um grafismo de artista famoso, ou com o desenho que o cliente leva. Isso é possível pelas soluções tecnológicas disponíveis hoje em dia.

2. Realidade virtual e realidade aumentada para vender produtos nas lojas. Ainda são incipientes devido aos altos custos. Mas os grandes jogadores já estão iniciando a escalada em parcerias com empresas de software. O Gustavo acredita que em breve estarão disponíveis para o pequeno varejo, chegando finalmente no Brasil.

3. Loja online x loja física. Já se falou muito do omnichannel, onde tudo está interligado e o cliente transita entre as diversas frentes da loja. Mas agora o online está sendo cada vez mais usado para fazer a pessoa ir fisicamente nas lojas. Ou seja, com o uso consolidado de celulares e das mídias sociais, a estratégia é usar a geolocalização para levar pessoas nas lojas. Também se afirma que a pessoa que vai na loja, que já conhece a loja física, compra 40% mais no online. A loja física virou um “parque de diversões” onde os clientes têm uma experiência mais profunda com a marca e produtos.

4. Consolidação do “clique e retira”. A compra online e a retirada na loja já é algo conhecido no Brasil por causa dos grandes lojistas. Mas nos EUA está acontecendo até nos pequenos negócios de bairro, com compras de valor pequeno, até com lanches ou café.

5.  Muitos caminhos. Não existe um modelo único de negócios, nem um formato único de lojas para o sucesso, seja franquia ou grande rede, ou só loja online ou só loja física, ou pequenas redes de bairro, independentes, junto com grandes redes que também chegam nos bairros. Agora se percebe que existem diversos formatos de sucesso, que vão conviver juntos. Pra fechar, Gustavo ainda nos deixa com uma palavra de esperança aos pequenos empreendedores no Brasil, afirmando que as pequenas empresas tem muitas oportunidades, pois sempre são as inovadoras, são mais rápidas, mais leves, e podem fazer a experimentação de forma ágil, com menos medo de errar. A ordem é: buscar inspiração e colocar em prática.

Ivan Primo Bornes – empreendedor e fundador da rede de rotisserias Pastificio Primo

 

Fonte: Estadão

 

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